Seja bem vindo!

"As histórias são um 'Abre-te Sésamo' para o imaginário, onde a realidade e a fantasia se sobrepõem."
(Vania Dohme)

Espero que gostem deste espaço e que possamos trocar figurinhas de montão!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Folder Penápolis



Jonas Ribeiro

Este escritor maravilhoso também vai estar em Penápolis esta semana.
Aparece por lá.


Festival Literário de Penápolis






2º Festival Literário de Penápolis - Programação



Programação do 2º Festival Literário de Penápolis
De 17 a 22 de outubro de 2011
Praça 9 de julho

Dia 17 /10 (segunda-feira)

19h- Abertura Oficial
Local- Biblioteca Municipal

20h- Palestra/Oficina
Local- Biblioteca Municipal
“A importância do lúdico na transmissão de valores, informação e conhecimento”
Roberto Rocha Pombo – arte educador e contador de histórias

Dia 18 /10 (terça-feira)

8h/8h30/10h- Museu de Folclore (contação de histórias)
Núcleo Municipal de Teatro (Cabines)
Livrônibus (contação de histórias)
Livraria Espaço (roda de leitura)

9h- Contação de Histórias
Local- Palco Praça 9 de julho
Jonas Ribeiro – escritor e contador de histórias

13h30/14h/14h30/15h – Museu de Folclore (contação de histórias)
Núcleo Municipal de Teatro (Cabines)
Livrônibus (contação de histórias)
Livraria Espaço (roda de leitura)

13h- Oficina
Local- Sala Cora Coralina
“Confecção de Recursos para Contar Histórias”
Carla Mendonça- pedagoga e arte educadora

14h- Contação de Histórias
Local- Palco Praça 9 de julho
Jonas Ribeiro – escritor e contador de histórias

20h- Viagem Literária
Local- Biblioteca Municipal
Bate papo com escritor – Leituras Escolhidas (Os Lusíadas)
Elvira Vigna – escritora, ilustradora e jornalista.

22h- Teatro
Local- Sala Cora Coralina
“A valsa número 6”
Núcleo Municipal de Teatro

Dia 19 /10 (quarta-feira)

8h/8h30/10h- Museu de Folclore (contação de histórias)
Núcleo Municipal de Teatro (Cabines)
Livrônibus (contação de histórias)
Livraria Espaço (roda de leitura)

9h- Contação de Histórias
Local- Palco Praça 9 de julho
“Mitos e lendas em cordel”
César Obeid- cordelista, escritor e arte educador

13h30/14h/14h30/15h – Museu de Folclore (contação de histórias)
Núcleo Municipal de Teatro (Cabines)
Livrônibus (contação de histórias)
Livraria Espaço (roda de leitura)

14h- Oficina
Local- Sala Cora Coralina
“O barbante e a rima”
César Obeid- cordelista, escritor e arte educador

20h- Teatro
Local- Palco Praça 9 de julho
“As aventuras de Pepino”
Cia. Rodamoinho – Santana do Parnaíba

21h- Música
Local- Palco Praça 9 de julho
“Benditadura”

Dia 20 /10 (quinta-feira)

8h/8h30/10h- Museu de Folclore (contação de histórias)
Núcleo Municipal de Teatro (Cabines)
Livrônibus (contação de histórias)
Livraria Espaço (roda de leitura)

8h- Oficina
Local- Espaço Sami e Bill (Praça 9 de julho)
“Stêncil”
Sami e Bill- ilustradores
Público- 30 crianças

13h30/14h/14h30/15h – Museu de Folclore (contação de histórias)
Núcleo Municipal de Teatro (Cabines)
Livrônibus (contação de histórias)
Livraria Espaço (roda de leitura)

14h- Oficina
Local- Espaço Sami e Bill (Praça 9 de julho)
“Stêncil”
Sami e Bill- ilustradores
Público- 30 adultos

19h- Teatro
Local- Palco Praça 9 de julho
“O Buda e a Baleia”
Cia. Ópera na mala – São Paulo

20h15- Palestra
Local- Cine Teatro Lúmine
“Etica, Educação e Emancipação: O Papel da Escola na Formação de Sujeito de Valores”
Prof. César Nunes - Professor Titular da Faculdade de Educação da UNICAMP, mestre, doutor e livre-docente em Educação.

Dia 21 /10 (sexta-feira)

8h/8h30/10h- Museu de Folclore (contação de histórias)
Núcleo Municipal de Teatro (Cabines)
Livrônibus (contação de histórias)
Livraria Espaço (roda de leitura)

9h- Palestra
Local- Biblioteca Municipal
“Literatura Jeca”
Hélio Consolaro - professor literatura, Secretário de Cultura de Araçatuba e ex-colunista da Folha da Região

9h- Contação de Histórias
Local- Palco Praça 9 de julho
Fábio Ribeiro – São José do Rio Preto

13h30/14h/14h30/15h – Museu de Folclore (contação de histórias)
Núcleo Municipal de Teatro (Cabines)
Livrônibus (contação de histórias)
Livraria Espaço (roda de leitura)

14h- Oficina
Local- Sala Cora Coralina
“Mãos à obra – Construção de Bonecos”
Fábio Ribeiro – São José do Rio Preto

13h30- Palestra/Oficina
Local- Biblioteca Municipal
“Dissociando Ideias”
Lourenço Mutarelli - escritor, desenhista e roteirista

20h- Música
Local- Cine Teatro Lúmine
“Suíte das Crianças”
Duo Bico de Pena- São Paulo

21h30- Música
Local- Palco Praça 9 de julho
“Paulo Freire Trio – músicas e causos”
Paulo Freire - violeiro e pesquisador de cultura popular

Dia 22 /10 (sábado)

9h- Museu Histórico
Biblioteca Municipal
Núcleo Municipal de Teatro (Cabines)

10h- Contação coletiva de histórias
Local- Praça 9 de julho
Os participantes podem trazer livros de casa e contar suas próprias histórias.

18h- Poesia
Local- Palco Praça 9 de julho
“Recital de Poetas Brasileiros”
Ricardo Faria da Silva- ator

19h- Gostou do que Leu?
Premiação do Concurso.
Local- Palco Praça 9 de julho

20h- Encerramento
Local- Palco Praça 9 de julho

21h- Música
Local- Palco Praça 9 de julho
“Cantigas e cordéis”
Cacá Lopes - poeta, cantor, compositor e arte educador

O Festival conta com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura, Programa Viagem Literária, SESI, SESC, Oficinas Culturais, Anglo Penápolis, Midori Atlântica, JK Auto Peças, Distribuições Fondelo, Café Joanfer.

domingo, 16 de outubro de 2011

Festival Literário de Penápolis

Nesta terça, 18/10, estarei em Penápolis, SP, no II Festival Literário, com a Oficina Confecção de Recursos para Contar Histórias. Olha só quem vai estar lá também! A trupe do Baú de Histórias, que eu, particularmente, amooooooooooo!


Augusto Pessoa

Adoro esse cara e suas histórias! Augusto Pessoa tem um jeito único de contar e encantar os ouvintes. 
Veja e viaje!



Palestina está de Parabéns!

Gostaria de postar aqui, com muito orgulho, o trabalho das meninas de Palestina, que depois da Oficina de Contos realizaram este belíssimo trabalho com as crianças da escola onde trabalham. Parabéns, meninas!
São coisas assim que me fazem ter esperança e fé à caminho de uma educação melhor para as crianças do nosso país. Um beijo no coração!















Histórias em Rio Preto

De mala e violão...





Histórias em Rio Preto

Viagens por Rio Preto na Semana da Criança...









quarta-feira, 5 de outubro de 2011

CONTO: A MENINA DOS BRINCOS DE OURO


MAIS UMA HISTÓRIA PRA CONTAR...


A Menina dos Brincos de Ouro

Uma Mãe, que era muito severa e rude para os filhos, deu de presente a sua filhinha um par de brincos de ouro. 

Quando a menina ia à fonte buscar água e tomar banho, costumava tirar os brincos e botá-los em cima de uma pedra. 

Um dia ela foi à fonte, tomou banho, encheu a cabaça e voltou para casa, esquecendo-se dos brincos. 

Chegando em casa, deu por falta deles e com medo da mãe brigar com ela e castigá-la correu à fonte para buscar os brincos.

Chegando lá, encontrou um velho muito feio que a agarrou, botou-a nas costas e levou consigo. 

O velho pegou a menina, meteu ela dentro de um surrão (um saco de couro), coseu o surrão e disse à menina que ia sair com ela de porta em porta para ganhar a vida e que, quando ele ordenasse, ela cantasse dentro do surrão senão ele bateria com o bordão. 

Em todo lugar que chegava, botava o surrão no chão e dizia: 

Canta, canta meu surrão, Senão te meto este bordão. E o surrão cantava: 


Neste surrão me meteram, 
Neste surrão hei de morrer, 
Por causa de uns brincos de ouro 
Que na fonte eu deixei. 


Todo mundo ficava admirado e dava dinheiro ao velho.

Quando foi um dia, ele chegou à casa da mãe da menina que reconheceu logo a voz da filha. Então convidaram o velho para comer e beber e, como já era tarde, insistiram muito com ele para dormir. 

De noite, como ele tinha bebido demais, ferrou num sono muito pesado. 

As moças foram, abriram o surrão e tiraram a menina que já estava muito fraca, quase para morrer. Em lugar da menina, encheram o surrão de excrementos.

No dia seguinte, o velho acordou, pegou no surrão, botou às costas e foi-se embora. Adiante em uma casa, perguntou se queriam ouvir um surrão cantar. Botou o surrão no chão e disse: 

Canta, canta meu surrão, 
Senão te meto este bordão. 


Nada. O surrão calado. Repetiu ainda. Nada. 

Então o velho meteu o cacete no surrão que se arrebentou todo e lhe mostrou a peça que as moças tinham pregado.


Primeira Oficina em Rio Preto


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A Zeropéia (uma história matemática)

Que tal uma história pra trabalhar matemática com os pequenos?


A ZEROPÉIA
(Herbert de Souza – BETINHO)

Ia uma centopéia com suas cem patinhas pelo caminho quando topou com uma barata.
Vendo tantas patinhas num bicho só, a barata ficou boquiaberta:
-Mas Dona Centopéia pra que tantas patinhas? A senhora precisa mesmo delas? Olha, eu tenho só seis e são mais do que suficientes! Posso fazer tudo, correr, trepar nas paredes, me esconder nos buracos. Ninguém consegue me acertar na primeira, nem na segunda chinelada!
- É – respondeu a centopéia -, eu não havia pensado nisso! E olha que tenho essas cem patinhas desde que nasci cinqüenta de um lado e cinqüenta do outro...
- Como à senhora faz quando tem uma coceira? – perguntou a barata - Já imaginou o trabalhão, coçando daqui e dali sem parar? Deve ser um inferno ter tantas patinhas! Por que a senhora não amarra noventa e quatro e fica com seis como eu? Vai ficar muito mais fácil e a senhora vai poder inclusive correr muito mais, como eu.
A centopéia nem pensou e amarrou as noventa e quatro patinhas. Doeu um pouco com todos aqueles nós, mas era necessário, e continuou a andar.
Lá na frente se encontrou com um boi.
Quando o boi viu a centopéia andando com seis patas ficou intrigado:
- Dona centopéia por que seis patas? Para que tantas? Olhe, eu só tenho quatro e faço o que quero! Corro, participo de touradas, pulo cerca quando quero, sou forte e todo mundo me admira! Por que a senhora não amarra mais duas patinhas e fica com quatro? Vai ficar mais ágil e vai correr tanto quanto eu...
A centopéia amarrou mais duas patinhas. Doeu um pouco, já estava quase dando cãibra,
mas era necessário, e continuou a andar.
Lá mais na frente, já andando com certa dificuldade, a centopéia se encontrou com
o macaco.
Quando o macaco viu a centopéia andando com quatro patas, ficou curioso.
Olhou bem, contou e recontou, e não se conteve:
- Mas... Dona centopéia, por que tanta pata se a senhora pode andar com apenas duas, como eu?Veja como eu faço: pulo de galho em galho, corro, ninguém me pega nesta floresta. Por que a senhora não amarra mais duas patinhas e fica assim, como eu?
A centopéia nem pensou e amarrou mais duas patinhas. Agora só tinha duas patinhas livres, poderia viver em paz, como a maioria dos bichos da floresta, e se parecia até com as pessoas, podia até pensar em ter nome de gente, como Maria ou Florinda.
E continuou a andar, com muita dificuldade, mas tranqüila. Havia seguido todos os conselhos que recebera pelo caminho. Velhos tempos aqueles em que tinha cem patinhas livres!Quanto trabalho à toa! E continuou a andar.
Mas lá na volta do caminho, de repente, viu a dona cobra!
A centopéia sentiu um friozinho na barriga.
- I! – pensou ela – a dona cobra nem patas têm!
Não deu outra. Quando a cobra viu a centopéia com suas duas patinhas, foi logo parando
e dizendo:
- Por que andar com essas duas patas num corpo tão comprido e desajeitado? Será que você não sente que está sendo ridícula andando só com duas patas? E, afinal de contas, pra que patas pra andar? Não vê como eu corro, escapo, ataco, meto medo, serpenteio, subo em árvores e até nado sem patas? Por que não completa a obra e amarra tudo de uma vez?
A centopéia então, amarrou as suas últimas patinhas, pensando que podia ser que nem a cobra. E não podia. Ali mesmo ficou pedindo socorro e gritando por todos os bichos da floresta:- Ei, dona barata, seu boi, seu macaco, dona cobra! Venham me ajudar! Não consigo mais andar! Eu, que tinha cem patinhas, deixei de ser uma centopéia e acabei virando uma zeropéia!A turma da floresta, pra concertar a situação, teve então uma idéia, a de fazer um carrinho bem comprido para a centopéia poder se locomover. A centopéia ia virar a primeira zeropéia motorizada da floresta!
- Mas como é que eu vou dirigir esse carro se não tenho mais patinhas?
Foi um drama! Os bichos foram logo discutindo:
- A barata dirige, pois foi ela quem mandou amarrar noventa e quatro patinhas de uma só vez!
- Não, não, não! Dirige o boi, que mandou amarrar mais duas patas!
- Melhor o macaco, que mandou amarrar mais duas.
- Negativo! Dirige a cobra, que mandou amarrar tudo. Até que a centopéia se deu conta, pensou bem pensado e disse para todo mundo:
- É, gente, a culpa é minha! Eu não devia ter escutado essa conversa fiada de amarrar patinhas! Eu não sou barata, não sou boi, não sou macaco e nem cobra; eu sou é eu mesma, uma centopéia que quase virou uma zeropéia.
A centopéia agradeceu o carrinho, mas, mandou a bicharada desamarrar todas as suas patinhas. E decidiu que o mais importante era ser ela mesma e ter as suas próprias idéias na cabeça...

Minha dica é fazer a centopéia com os pequenos, de sucata (abuse da imaginação), depois desenhar a história com as crianças e fazer um "varal de história" pra mostrar para os demais. Não esqueça de fotografar pra registrar tudo. Se quiser, mande pra mim as fotos, posso postar no blog, com prazer.
Meu email é mininarteira@gmail.com 

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO



ESTA É UMA PARTE DA TURMA DO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM TECNOLOGIA DA EDUCAÇÃO, DO GRUPO CEDU VERDI,
QUE ACONTECE NO COLÉGIO OBJETIVO, EM SÃO JOSÉ DO RIO PRETO. NOSSO ASSUNTO  FOI O USO DA INTERNET NA EDUCAÇÃO E COMO SE FAZER VALER DISSO NO DIA A DIA.
UMA PENA QUE NEM TODOS PUDERAM SAIR NA FOTO, MAS AÍ UMA PARTE DAS QUERIDÍSSIMAS QUE ME RECEBERAM MUITO BEM.
MEUS SINCEROS AGRADECIMENTOS À QUERIDA PROFESSORA REGINA E SEU ESPOSO, À SUA PRIMA QUE CUIDOU DE MIM DIREITINHO E AO PROFESSOR RUY.




AULA NO COLÉGIO OBJETIVO

quarta-feira, 13 de julho de 2011

FIT

FALANDO UM POUCO MAIS DO FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO, ASSISTI ALGUNS ESPETÁCULOS INFANTIS.
"DOOUTROLADO", DA CIA. GIRASONHOS, INSPIRADO EM "AS AVENTURAS DE SILVIA E BRUNO", DE LEWIS CARROLL.




"O HOMEM QUE AMAVA CAIXAS", DA CIA. DE TEATRO ARTESANAL, DO RIO DE JANEIRO, ONDE HOMENS E BONECOS ENCENAM UMA HISTÓRIA COM QUASE NENHUMA FALA, MAS MUITO JOGO CÊNICO, NUMA VERDADEIRA HARMONIA.


FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO

Acontece desde o dia 07 de julho o FIT, Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto. Tive a oportunidade de assistir alguns dos espetáculos desta edição e é sempre bom poder citar essas grandes pessoas,  que conseguem viver da arte num país que pouco sabe o que isso significa.
Pude ver o grupo Clows de Sheakespeare, do Rio Grande do Norte, com o espetáculo que abriu o Festival, "Sua Incelença Ricardo III", divertido e delicioso. Também conheci o grupo de circo-teatro Artetude, do Distrito Federal, com o espetáculo "O Grande Circo dos Irmãos Saúde, onde acontecem manobras acrobáticas e malabares, além, é claro, de muita diversão.
"Automákina", do grupo dos meus conterrâneos gaúchos De Pernas Pro Ar, com certeza, foi o mais inusitado e surpreendente. Com uma máquina misteriosa, repleta de movimentos e sons, o artista Luciano Wieser dá vida a um personagem que até faz lembrar os sucessos do cinema Watter World e Mad Max, mas com muito mais ternura e surpresa.




SUA INCELENÇA RICARDO III






CIRCO-TEATRO ARTETUDE - O GRANDE CIRCO DOS IRMÃOS SAÚDE



GRUPO DE PERNAS PRO AR - AUTOMÁKINA, UNIVERSO DESLIZANTE


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Frederico e Catarina

ESTA É UMA HISTÓRIA QUE MEU FILHO DE 7 ANOS ADORA...
É CLARO QUE EU, PARTICULARMENTE TAMBÉM GOSTO DE OUVIR E DE CONTAR...

          Havia um homem chamado Frederico, casado com uma mulher cujo nome era Catarina. Logo que se casaram, foram viver em uma fazenda. Frederico não tinha idéia do quanto sua mulher era atrapalhada! No primeiro dia de casados, ao sair para trabalhar, Frederico pediu:
          _ Catarina, vou arar a terra. Quando voltar, estarei com muita, muita fome. Prepare um bom almoço. Para acompanhar, quero um canecão de cerveja preta!
          _ Não se preocupe - disse ela. _Vou fazer um almoço de dar água na boca!
          Quando a hora do almoço se aproximava, Catarina pegou um salsichão. Era só o que havia. Mas tinha um bom tamanho, suficiente para os dois. Acendeu o fogo. Botou o salsichão para fritar! Logo, estava estalando na frigideira! Catarina, então, se lembrou da cerveja e como o salsichão estava quase pronto, correu para a adega com uma jarra grande e deixou a panelo no fogo. Na adega, havia um barril pequeno cheio de cerveja. Abriu a torneira e começou a encher a jarra, mas ouviu uns passinhos na cozinha e lembrou-se do cachorro.
           _Deixei o cachorro solto! E se ele roubar o salsichão!
           Saiu correndo da adega, mas o cachorro já corria longe com o salsichão na boca. Catarina gritou, perseguiu o cachorro, mas cachorro que se preza não desiste fácil de um salsichão tão saboroso. Quanto mais Catarina corria, mais o cachorro se afastava com os dentes cravados na gulodice! Não teve jeito. Catarina se cansou. "O que não tem remédio remediado está", conformou-se a pobre.
          Voltou pra casa bem devagar, morta de cansada e nem se lembrou mais da cerveja, que depois de encher a jarra, escorreu pelo chão até esvaziar o barril. Quando a Catarina chegou perto da escada, levou o maior susto! O que fazer para Frederico não descobrir suas trapalhadas?
          Depois de muito pensar, lembrou-se que o marido guardava um saco de farinha de excelente qualidade e resolveu que ia espalhar o pó pelo chão. Assim a farinha ia secar a cerveja derramada e o chão ia ficar branquinho, parecendo limpo. Como um desastre nunca vem sozinho, Catarina ao espalhar a farinha pelo chão, acabou esbarrando na jarra de cerveja e... lá se foi.
           Ao meio dia, Frederico chegou em casa.
           _ Catarina! E o almoço?
           E Catarina teve que contar tudo pra ele. O marido que já ia gritar, furioso com as trapalhadas da mulher, nem teve tempo, porque ela foi logo dizendo:
           _ Mas temos uma vantagem, Frederico, a adega está limpinha, limpinha.
           _ Catarina, Catarina, como pôde deixar tudo isso acontecer, mulher? O que vamos almoçar, agora?
           E depois disso, Frederico achou melhor ficar de olho na mulher, pois sua esposa era um desastre! Como ele tinha uma boa quantia de ouro guardada em casa, resolveu esconder bem para que Catarina não fizesse mais bobagens.
           _ Veja, Catarina, estes lindos botões amarelos - disse ele, mostrando as moedas de ouro._Vou enterrar no jardim, guardados nesta caixa. Mas gostaria que não tocasse neles.
           E a mulher concordou que não ia se aproximar dos tais botões. Mas assim que o marido saiu...apareceram uns vendedores de panelas e pratos de louça. Catarina ficou doida pra comprar, mas não tinha dinheiro algum. Foi aí que se lembrou de uns inúteis botões amarelos, que, certamente o marido não ia se importar em trocá-los por lindas panelas e pratos. Perguntou aos vendedores se aceitariam algo em troca. Os homens logo quiseram saber do que se tratava e a mulher disse que tinham que pegar, eles mesmos, porque ela prometera ao Frederico não tocar neles.
           Nem preciso dizer que eles aceitaram a troca e foram embora depressa, deixando para Catarina muitas panelas e pratos, que ela usou para enfeitar a casa toda.
           Quando Frederico voltou, teve a maior surpresa com tantas panelas e pratos novos! Catarina, então contou sobre o bom negócio que fizera.
          Frederico ficou roxo de tão nervoso!
          _ Mulher! E agora, o que faremos?
          E Catarina, muito esperta, resolveu que deviam perseguir os malandros que a passaram pra trás. O marido suspirou. Seria uma grande viagem.
          _ Leve uma cesta com dois queijos, pães e manteiga.
          E Catarina obedeceu. Saíram. Frederico que estava preocupado demais com seu ouro, acabou deixando a mulher pra trás, de tão ligeiro que andava.
           _ Não faz mal. _ disse a mulher. _ Quando voltarmos estarei muito mais perto de casa do que ele.
           Dali a pouco, ela chegou no alto de um morro. Pra descer, só uma estradinha bem apertada, que as carroças, quando passavam por ali, raspavam as rodas nas árvores, fazendo marcas feias nos troncos. Catarina quando viu ficou com muita pena das coitadinhas e pensou que se aquilo continuasse a coisa ia piorar. Pegou, então, a manteiga que levava para o lanche e esfregou nas árvores, como se fosse pomada, para que as carroças ao passarem, deslizassem sem machucar os troncos. Mas enquanto fazia o curativo, um dos queijos acabou caindo da cesta e rolando morro abaixo. Catarina tentou pegá-lo, mas como não deu conta, mandou o outro queijo que sobrara procurar o que havia fugido. Esperou por eles um tempo e como não voltaram, resolveu continuar a caminhada até encontrar Frederico, que descansava.
            Mal avistou Catarina, foi logo dizendo que estava com fome. A mulher lhe deu pão seco e contou o que havia acontecido com a manteiga e os queijos.
             _ Como você é tonta, Catarina!
             E comendo o pão seco lembrou de perguntar se a mulher havia trancado a casa ao sair.
             _ Não! Você não me disse nada.
             O homem quase arrancou os cabelos, de tão nervoso.
             _ Você vai voltar agora, mesmo! Cuide bem da porta da frente e aproveite para trazer alguma coisa pra gente comer. Vou te esperar aqui.
             Catarina voltou. No caminho, ia pensando que Frederico talvez não gostasse muito de queijo e manteiga. Decidiu levar nozes e uma garrafa de vinagre, porque ele sempre colocava muita vinagre na salada, então devia gostar bastante.
              Chegou em casa, trancou a porta dos fundos e lembrou-se de que o marido havia pedido para cuidar da porta da frente. E depois de muito esforço para soltar as dobradiças, decidiu levar a porta da casa junto e foi embora com ela.
               Ao chegar onde estava Frederico, mostrou seu feito ao marido, esperando que, finalmente ele ficasse satisfeito com sua esperteza.
               O homem nem queria acreditar no que via. _ Oh, pobre de mim. Que mulher esperta eu arrumei! Mandei fechar a porta e você a traz nas costas? Agora irá carregá-la.
               E Catarina, contrariada com o marido malagradecido, amarrou a garrafa e as nozes na porta para poder carregar. Frederico nem  quis comentar tal solução. E foram andando para o bosque, procurar os vendedores malandros. Mas não encontraram e com já anoitecia, decidiram subir numa árvore para se proteger de perigos. Mal tinham subido, apareceram os próprios vendedores safados. Acenderam uma fogueira e se deitaram debaixo da árvore, onde estavam Frederico e Catarina.
             _ São eles! _ Cochichou a mulher. E ficaram quietinhos até o dia começar a clarear. Catarina já não aguentava mais segurar a porta, achou que a culpa de estar tão pesada era das nozes e jogou-as lá de cima, acertando a cabeça dos homens. Um deles achou que era chuva e gritou: _Granizo!
              Passado mais um tempo, Catarina que continuava cansada e com dores no corpo por segurar a porta, concluiu que a culpa de tamanho peso era da garrafa de vinagre. Abriu o vidro e jogou o vinagre fora, em cima dos vendedores, que sentindo os pingos, entendeu que era chuva.
              É claro que Catarina continuou cansada e decidiu jogar a porta, o que apavorou o marido, com medo dos homens, que eram dois. Catarina, já sem paciência gritou:
              _ O diabo que te carregue! _ e jogou a porta.
              Os dois malandros, achando que a porta tivesse mesmo vindo do inferno, fugiram correndo, deixando tudo pra trás. Frederico e Catarina desceram da árvore e voltaram felizes pra casa. Desde então, Frederico aprendeu a achar graça das trapalhadas de Catarina.

...E ERA UMA VEZ A VACA VITÓRIA E ACABOU-SE A HISTÓRIA.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A BOA MULHER

A MININA ARTEIRA ESTÁ AGORA EM SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SÃO PAULO.
SÃO DIAS DIFÍCEIS, LUTANDO CONTRA UMA DOENÇA QUE MEU MARIDO ESTÁ DIA A DIA VENCENDO.
MUITA GENTE DISSE PRA NÓS NESSES DIAS QUE SOU UMA BOA MULHER, MAS
NENHUMA BOA MULHER SE COMPARA A ESTA, NARRADA POR UM DOS MELHORES CONTADORES DE HISTÓRIA DO MUNDO, NA MINHA OPINIÃO, AUGUSTO PESSOA.





















A BOA MULHER - conto popular


Diz que tinha um homem que morava com a mulher numa fazenda que ficava muito distante. O fazendeiro vivia tranquilo com sua esposa. O lugar era pequeno, mas bem cuidado. Eles ainda tinham duas vacas e um saco de moedas de ouro que estava escondido no fundo de um baú. Esse tesouro era para ser usado quando eles tivessem filhos. A esposa parecia ser muito boa e sempre incentivava o marido em tudo que ele fizesse.
Um dia o fazendeiro falou:
- Mulher, acho que temos muito trabalho cuidando dessas duas vacas! Melhor levar uma delas até a cidade pra vender! O que você acha?
E a mulher respondeu:
- Acho ótimo! O leite de uma das vacas dá perfeitamente pra nós dois! E com menos trabalho, teremos mais tempo pra ficar juntos! E ainda podemos juntar mais dinheiro para os nossos filhos que um dia virão!
No dia seguinte o homem pegou uma das vacas e levou até a cidade para vender. Mas quando chegou lá, ninguém quis comprar o animal. Mas o homem não se chateou:
- Não há de ser nada! Vai ver que consigo melhor negócio com a minha vaca em outro lugar!
E o fazendeiro começou seu caminho de volta para casa. Não andou muito e encontrou um homem com um cavalo. O cavaleiro quis trocar o seu animal pela vaca. O fazendeiro achou que seria um bom negócio e fez a troca. Um pouco mais adiante ele encontrou um homem andando e puxando um porco gordo. O fazendeiro achou melhor ter um porco gordo do que um cavalo, então ele trocou com o homem. Depois que ele andou um pouco mais e encontrou um outro sujeito com uma cabra. O fazendeiro resolveu trocar os bichos e assim foi feito.
A caminhada continuou. Até ele encontrou um pastor que tinha uma ovelha, e trocou com ele também, pois o fazendeiro achou melhor ter uma ovelha do que uma cabra. Depois de um tempo ele conheceu um sujeito com um ganso, e o fazendeiro fez nova troca. E quando ele tinha andado um pouco mais encontrou um velho com um galo. O fazendeiro fez a troca e disse alto;
- É certamente melhor ter um galo que um ganso!
Então ele foi andando, mas começou a ficar com muita fome. Já estava desesperado de fome quando ele viu uma cabana. Foi até lá e trocou o galo por um prato de comida. E o fazendeiro falou com ele mesmo:
- É sempre melhor salvar a vida do que ter um galo!
Depois ele foi para casa, mas antes o homem passou na casa de seu vizinho mais próximo para uma prosinha. E o dono da casa foi logo perguntando:
- Bem... como é que foi lá na cidade?
- Assim... assim... - respondeu o fazendeiro.
E o vizinho quis saber:
- Como é isso? Você não vendeu a vaca?
E o fazendeiro contou toda a história: que não vendeu a vaca e que foi trocando por tudo quanto era bicho até ficar com um galo que trocou por um prato de comida. O vizinho colocou as mãos na cabeça:
- Xiii... sua mulher vai matar você!!
- Que nada! - falou o fazendeiro – Minha mulher é muita boa! Ela sempre me incentiva!
O vizinho riu:
- E isso existe? Boa mulher? São todas umas pestes! Se fingem de boazinhas, mas tem uma hora que mostram as garras!
O fazendeiro coçou a cabeça:
- Não sei das outras, mas a minha mulher é boa de coração!
E o vizinho insistiu:
- Pois eu aposto com você que ela agora vai mostrar as garras! Aceita a aposta?
- Aceito! – respondeu o fazendeiro – Se eu perder lhe dou um saco de ouro e a minha fazenda! Se o amigo perder me dá dois sacos de ouro! Pode ser assim?
A aposta estava acertada. Os dois ainda ficaram conversando. Depois foram juntos para fazenda. Ao chegar lá o vizinho se escondeu para ouvir a conversa do casal. O fazendeiro entrou em casa e anunciou:
- Mulher, cheguei!
A esposa veio e cobriu de abraços o marido. O vizinho, no esconderijo, falou consigo mesmo:
- Primeiro os abraços... depois a pancada!
Lá na casa a esposa perguntou ao marido:
- Como é que foi lá na cidade? Vendeu a vaca?
O vizinho, no esconderijo, aprumou o ouvido já esperando a briga do casal. E o fazendeiro falou para mulher:
- Ih... não vendi! Ninguém quis comprar! Mas na volta encontrei um cavaleiro e troquei a vaca pelo cavalo...

- Por um cavalo! - disse sua mulher – Que bom! Teremos um transporte para nos levar para a igreja aos domingos! Cadê o cavalo?
- Ah! - respondeu o marido – Não tenho mais o cavalo! Andei mais um pouco e troquei por um porco!
- Um porco! - exclamou a mulher – Que maravilha!! Você fez exatamente o que eu faria! Agora eu posso ter um pouco de bacon em casa para oferecer as visitas. Não precisamos de um cavalo para ir a missa! É melhor ir a pé! Fazemos até exercício! E onde está esse porco? Vamos colocar ele no chiqueiro?
- Mas eu não tenho mais o porco! - disse o homem - Troquei por uma cabra leiteira!
- Abençoado seja! - exclamou a mulher – Imagina ter um porco! Depois de comer o bacon... acabou-se! Um cabra é muito melhor! Podemos fazer queijo com o leite e oferecer as visitas! Vamos guardar essa cabra?
- Mas eu não tenho mais a cabra... - disse o marido - Andei mais adiante e troquei por uma ovelha!
- Não me diga uma coisas dessas! - exclamou a mulher – é impressionante como você faz tudo para... me agradar! O que queremos com uma cabra? Uma ovelha é muito melhor! Vai nos dar lã! Poderemos fazer roupas! Uma beleza! Corra, meu querido, vamos guardar a ovelha!
- Mas eu não tenho mais a ovelha! - disse o fazendeiro - Troquei por um ganso!
- Por um ganso!! Um ganso!! - exclamou a mulher – Eu não acredito! Obrigado! Com todo meu coração! O que faríamos com uma ovelha? Não tenho roca de fiar, nem pente de cardar, nem gosto muito de costuras. Ah... vamos assar o ganso para comemorar! Onde está ele?
- Ah! - o homem falou - mas eu não tenho mais o ganso pois, quando andei um pouco mais, eu troquei por um galo!
- Meu Deus! O que você fez? - exclamou a mulher - Como você consegue pensar em tudo! Não gosto de ganso e não sei como cozinhar esses bichos! Um galo! Vai ser o nosso despertador! Nunca mais vamos perder a hora! Vamos, meu querido! Vamos colocar o galo no terreiro!
- Mas eu também não tenho mais o galo! - disse o marido – Eu estava com muita fome e troquei o galo por um prato de comida!
No esconderijo, o vizinho esfregou as mãos:
- Agora essa bondade acaba!
Na casa, o fazendeiro perguntou para a mulher:
- Você ficou chateada?
A esposa olhou bem séria para o marido.
- O que você fez? O que você fez? - a mulher suspirou – Foi exatamente o que eu faria! Pra que precisamos de um galo? Sem esse despertador horrível podemos ficar um pouquinho mais na cama... bem juntinhos! Eu iria ficar chateada se você ficasse com fome! A gente não precisa desses bichos todos! Temos um ao outro e isso basta! Você fez bem, meu querido! Fez muito bem!!
O marido abraçou a esposa feliz da vida. Ele rodou com a mulher dando gritos de felicidade. A mulher não entendeu nada:
- O que foi, meu bem?
E o fazendeiro explicou:
- Por causa da sua sabedoria e bondade temos mais dinheiro para os nosos filhos quando eles vierem!
O homem foi até o vizinho que não teve outro jeito senão pagar a aposta. O marido voltou pra casa e viveu feliz com sua mulher por muitos e muitos anos.

conto popular adaptado por Augusto Pessôa