Seja bem vindo!

"As histórias são um 'Abre-te Sésamo' para o imaginário, onde a realidade e a fantasia se sobrepõem."
(Vania Dohme)

Espero que gostem deste espaço e que possamos trocar figurinhas de montão!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Teatro de bonecos

Esta é uma idéia legal pra improvisar aquele teatrinho de bonecos quando a gente não tem palco. O que acham?

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Caixa de História

Esta caixa montei com as meninas de Onda Verde, na Oficina da Semana Pedagógica e depois com as meninas da Pós. Super fácil de fazer!


sexta-feira, 12 de abril de 2013

A árvore que dava dinheiro


A ÁRVORE QUE DAVA DINHEIRO
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Histórias de Pedro Malasartes

Vendo-se apertado com a falta de dinheiro e não querendo ter arenga com o dono da pensão, Malasartes saiu bem cedo naquela manhã, para ganhar a vida. Arranjou com o vendedor de mel de jataí um bocado de cera; trocou na mercearia de Seu Joaquim a única nota de dinheiro que lhe sobrara, por algumas de moedas de vintém e caiu na estrada. Caminhou por obra de uma légua ou mais, quando avistou uma árvore na beira da estrada. Chegando ao pé da árvore, parou e pôs-se a pregar os vinténs à folhagem com a cera que arranjara. 
Não demorou muito, deu de aparecer na estrada um boiadeiro que vinha tocando uns boizinhos para vender na vila. E como já ia levantando um solão esparramado, a cera ia derretendo e fazendo cair às moedas. Malasartes, fazendo festas, as apanhava. O boiadeiro acercou-se, curioso, perguntou-lhe o que fazia, e ele explicou:
— Esta árvore é deveras encantada, patrão. As suas frutas são moedas legítimas. Estou colhendo todas, porque vou me bandear pra outra terra e tô pensando em levar a árvore, apesar de todo o trabalho que vai me dar.
— Não me diga isto, sô!
— É o que eu lhe digo, patrão!
— Diacho! Se lhe vai dar tanto trabalho...
E o boiadeiro propôs comprar a árvore encantada. Malasarte, depois de muitas negaças, fechou negócio trocando a árvore pelos boizinhos; em seguida, bateu pé na estrada, vendendo-os na vila por um bom preço.
O boiadeiro mandou alguns de seus peões retirarem, com todo o cuidado, a árvore encantada e a replantou no pomar do seu sítio. Daquele ano até hoje, está esperando ela dar moedas de vinténs.